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Bom Filho = Bons Pais – Como Desenvolver nos Filhos a vontade de Estudar

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Não é possível afirmar o que é um “bom filho” com a esperança que essa resposta sirva a todos os pais.

Bondade é qualidade do que é “bom” e esse adjetivo apresenta imensa diversidade. O que é bom para alguns, para outros não é e ainda que se procurem sinônimos – satisfatório, favorável, benigno, misericordioso, caritativo ou proveitoso – a mesma ambiguidade persiste. E, é muito bom que assim seja.

Um dos elementos mais significativos na grandeza e na dignidade da pessoa humana é sua singularidade e porque assim somos é que não existe maneira de se padronizar a ideia de “boa” pessoa, ainda que, por oposição, se chega a alguns parâmetros. Um bom filho não é pessoa perversa, egoísta, mentirosa, violenta e, como pais, se nem sempre tudo fazemos, com certeza, sempre esperamos que nossos filhos sejam bons, justos, corretos, honestos, solidários.

Considerando que é muito vago o conceito de um “bom filho” temos também que considerar que devem ser impossíveis receitas que padronizem qualidade e que, portanto, o que cabe aos pais fazerem para seus filhos é os distanciarem da maldade, é educá-los através com bons conselhos e com belos exemplos, sabendo que ainda assim existem no percurso pela existência muitas forças que atrapalham a boa educação do lar e deseducam.

Podemos fazer o melhor possível, mais ainda assim desejando temos que admitir que, nem por isso, ter um bom filho é inquestionável produto de termos sido um excelente pai ou mãe admirável. Mas, aqui as coisas se tornam um pouco mais fácil: se é extremamente difícil conceituar o bom filho, é possível apresentar ideias e opiniões para que se seja um bom pai ou uma boa mãe. Se os caminhos propostos não derem resultados, resta o consolo de que fizemos o melhor possível. Isto posto, lá vai:

Filhos não nascem com “guias aos usuários” e pais não descobrem como agir com o anúncio de que viraram pais. Nem mesmo é possível acreditar em instinto. O bebê nasce com o instinto de sugar o seio de sua mãe, mas não nasce sabendo que seu pai é pai.

O instinto pode garantir amor e vontade de proteção, mas é insuficiente para ajuda correta e consciente em todos os momentos da vida do filho. Poe outro lado, ser pai como o pai que se teve pode ser lição superada de tempos em que as coisas mudavam lentamente e o que valia para uma geração, valia de igual forma para a geração seguinte.

Para os dias de agora para ser bom pai (ou boa mãe) é essencial somar alguns procedimentos ao instinto e é importante saber que nossos filhos percorrerão caminhos por onde jamais andamos.

O que este breve capítulo propõe é, pois, considerar sugestões atuais, que não as impede de serem antigas e sugerir procedimentos que, ainda que possam gerar segurança e ternura. Ainda que “chovendo no molhado” acreditamos que uma maneira fácil de memorizar esses procedimentos é acreditar que todos eles comecem sempre pela mesma letra. Entre tantas, escolhemos a letra “E”.

Ser um bom pai, nos dias que correm, é saber escutar.

Escutar é muito mais que ouvir. Ouvimos sem esforço e sem consciência e ouvimos da mesma maneira como ouvem os animais ou as pessoas que nunca serão pais. Ouvir é condição inata e que por ser assim dispensa aprendizagem. Escutar, ao contrário, é procedimento que se aprende e todo grande pai ou mãe necessita ter sempre tempo de sobra para escutar seus filhos.

Um escutar pleno de atenção, cheio de curiosidade e que não envolva obrigatoriamente o compromisso de uma resposta. Escutar os filhos é dispor de ouvido apaixonado que busca mais a sonoridade das palavras que seu conteúdo, que envolve o privilégio de alguém que busca ouvidos atentos, repletos de paciência. Escutar na infância, desde os primeiros balbucios e escutar pela vida inteira, mesmo quando já adultos nossos filhos saibam coisas que não imaginamos saber.

Ser bom ou boa mãe pai significa saber exemplificar.

Oferecer bons exemplos não como quem passa uma lição para depois cobrar a tarefa apreendida, mas, com a simplicidade de sentir que os pais são observados sempre e a toda hora, mesmo quando distante de seus olhos. Oferecer bons exemplos não implica em se acreditar infalível e imaginar que não podemos jamais errar ou tropeçar, mas assumir limitações próprias e, sem medo ou vergonha mostrar que porque amamos nossos filhos não queremos que esses erros sejam erros seus. Exemplificar significa dar corpo a condutas corretas e aplaudi-las, mesmo que extraídas de um filme, uma leitura ou uma ocorrência cotidiana.

Ser um bom pai é saber ensinar.

Ensinar os pais ensinam, mesmo quando não imaginam que estão ensinando, mas se existem muitas coisas importantes de se ensinar, talvez nenhuma seja tão essencial quanto se ensinar o “não”. Ensinar que existem coisas possíveis, mas jamais fingir que não vê e fugir do assunto quanto à negação se impõe. Ensinar o “não” é mostrar que não há crescimento que não conviva com perdas, que estas certamente não agradam, mas educam. Todos os filhos necessitam ver em seus pais grandes amigos, mas amigo autêntico não é o que tudo oferece e que cede a todas as solicitações, mas aquele que por amar precisa prover o filho de segurança e que esta somente se garante quando sobrepomos à orientação à dádiva, a coragem da recusa de tudo quanto realmente necessita ser recusado.

Ser um pai extraordinário é saber elogiar.

Elogiar não se confunde com bajular e o elogio essencial de um pai ou mãe é o reconhecimento sincero pelo esforço, pela dedicação. Saber elogiar é sempre contar com uma “lente de aumento” capaz de perceber em cada instante e em todas as atitudes do filho, qual expressa esforço, qual representa vontade de progresso. Houve tempos em que se pensava que a autoestima representava orgulho de si mesmo, hoje se sabe que esse sentimento é progressivamente construído na índole e no caráter de uma criança quando esta pode sentir orgulho de si mesmo, orgulho que se modela através de elogios discretos, mas persistente, moderados, mas extremamente atentos.

Ser pai não significa apenas prover de alimento e de abrigo, garantir proteção e inspirar segurança. Ser um grande pai, e sempre buscar além da comida e da casa o imenso amor que se expressa pela simplicidade de quatro letras que, transformadas em procedimentos, se fazem presentes na maior parte de nossas atitudes e em todas as nossas intenções.

Fonte: Celso Antunes

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Como diferenciar déficit de atenção de problemas de memória?

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Vocês já conversaram com alguma pessoa que tentou associar o déficit de atenção com os problemas de memória? Se a resposta for sim, saibam que quem procurou achar um elo entre as duas situações não estava tão perdido no meio do caminho. Há fundamento. Embora ambos possam significar problemas distintos, eles têm, sim, uma relação em comum.

O que chama a atenção para esse elo entre o déficit de atenção e os problemas de memória está na parte física de onde eles são originados. Mas isso é possível? Sim, pois tanto um quanto outro são resultados de uma disfunção na área do córtex cerebral, conhecida como Lobo Pré-frontal.

No caso de um funcionamento comprometido, é inegável que a pessoa comece a enfrentar dificuldades em memória, concentração, impulsividade, entre outros.

A ligação entre o déficit de atenção e os problemas de memória também é feita porque uma das consequências do primeiro caso pode ser o comprometimento da memorização, por exemplo.

Contudo, é importante saber que existe a possibilidade de cada um acontecer de maneira independente do outro. Portanto, o problema de memória pode ocorrer sem a existência do déficit de atenção ou vice-versa. É válido ressaltar, portanto, a diferença que existe entre eles, para que todos fiquem bem informados.

O que é o déficit de atenção?

transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um transtorno de base orgânica. Ele se caracteriza por comportamentos notáveis a partir da infância, a saber: distração, hiperatividade, desorganização e esquecimento. O TDAH ocorre mais na população masculina.

Outro dado interessante e imprescindível é o fato de o déficit de atenção poder ser dividido em três graus:

– Leve: nesse caso, os sintomas são bem amenos, embora suficientes para serem diagnosticados. A vida da pessoa não sofre tantos reveses, mesmo que alguns aspectos fiquem levemente prejudicados: acadêmico, profissional ou funcionamento social;

– Moderada: o déficit de atenção moderado é aquele em que o paciente pode manifestar os sintomas variantes entre o leve e o grave;

– Grave: aqui, o indivíduo apresenta muitos sintomas necessários para o diagnóstico da síndrome. O impacto do TDAH em sua vida pode ser notado em situações prejudiciais à vida da pessoa.

O que é problema de memória?

O problema de memória, por sua vez, tem causas diversas e pode estar relacionado a vários fatores. Ele também é reversível ou irreversível.

Aspectos como ansiedade, depressão, uso de medicamentos controlados, falta de sono, infecções e doenças neurológicas (Alzheimer) estão na lista dos possíveis motivos que levam uma pessoa a ter a memória prejudicada.

Na maioria dos casos, tais problemas encontram tratamentos para amenizar os efeitos causados na vida dos pacientes. Diferente do Mal de Alzheimer, que não tem cura e tende a degradar a condição de vida da pessoa.

Auxílio profissional

É importante que a qualquer sinal de déficit de atenção (possível detecção na infância) e de problema de memória (em qualquer idade – sobretudo a partir dos 30 anos), a melhor solução é procurar ajuda médica.

Veja neste vídeo alguns tipos de TDAH

Fonte: Neurosaber

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I Workshop Educacional Educação para a Cidadania Global: Construindo uma nova pedagogia de projetos

Ocorreu no último dia 25 de novembro, em Gramado-RS, o I Workshop Educacional Educação para a Cidadania Global: Construindo uma nova pedagogia de projetos.

O evento reuniu, no Centro de Eventos da UFRGS, um grupo importante de educadores, profissionais e palestrantes de porte nacional. Foi a primeira vez que Gramado sediou este workshop, a beleza da serra gaúcha em época de Natal Luz trouxe um brilho especial ao evento. Nesta edição, o Workshop apresentou quatro eixos temáticos, no primeiro eixo,foi abordado “uma visão geral sobre educação para cidadania Global, desenvolvimento sustentável e inovação pedagógica com práticas inclusivas”, coordenados por Wemerson Nogueira, professor nota 10 e educador do ano de 2016, a proposta segue com explanação das palestrantes convidadas, Ane Sganzerla Breitenbach, Aline Brondani, Maria Cristina Fachim e Sirlei Fontana Kautzmann em um formato que provocou o pensar dos educadores participantes.

A proposta teve dinâmicas no segundo eixo com o tema “encontrando os professores para o futuro”, os palestrantes especializados em suas áreas de atuação abrilhantaram com suas ideias e dinâmicas ao grupo. No terceiro eixo, os educadores foram convidados à discussão e debate dentro do tema “uma visão dentro e fora do espaço escolar”, onde a comunidade educadora foi convidada a desenvolver habilidades e competências na construção de novos projetos pedagógicos para aplicabilidade no seguimento de ensino, a partir da realidade local, durante o workshop os educadores tiveram espaço para criação e exposições de projetos diferenciados e de parcela significativa para a comunidade.

O evento teve a presença da Secretária Municipal de Educação de Gramado, Gilça da Silva Soares, e da Secretária de Cidadania e Ação Social de Gramado, Ana Lovatto Sartori e do Secretário da Saúde de Gramado, Sr.João Altemir

Este evento contribui para resultados mais significativos, dentro das metas estabelecidas pela UNESCO no mundo. Durante o evento foram apresentados projetos sociais significativos que podem ser aplicados em escolas e secretarias de assistência com resultados de melhoria na educação de crianças e adolescentes, mostrando o poder da cidadania e educação global.

Este evento faz parte do projeto Educador em Ação promovido por Desafios da Educação

POA, 29/11-2017 – Assessoria de imprensa / Newstime

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O Evento

Ocorreu no último dia 29 de julho, em Gramado-RS, o I Ciclo de Palestras Desafios da Educação.
O evento reuniu, no Centro de Eventos da UFRGS, mais de 400 educadores, profissionais e palestrantes de porte nacional. Foi a primeira vez que Gramado sediou este ciclo, trazendo a beleza da serra gaúcha ao evento e apresentou em seu momento cultural show inédito da cantora mirim Johanna Martins. Nesta edição, o Desafio da Educação apresentou quatro eixos temáticos, educação, escola, tecnologia e família, em um debate que provocou o pensar dos educadores participantes. O tema O Poder da Educação que Transforma – Qual Seu papel? Foi abordado por palestrantes de porte nacional e especializados em suas áreas de atuação. O evento trouxe a comunidade educadora um espaço para exposições de temas relevantes e promoveu a discussão de parcela significativa da comunidade científica gaúcha. Permitiu de igual modo que pesquisadores e profissionais dessa comunidade, mantenham sua rede de informação. A palestra de abertura foi realizada pelo Dr. Fernando Gomes Pinto, neurocientista com o tema “Neuropedagogia das Emoções”. Outros palestrantes também participaram do I Ciclo de Palestras Desafios da Educação, Gilca Kortmann apresentou a palestra “A Diversidade na Escola: Humanizar e Construir uma Escola Diferente”, abrindo a parte da tarde Fábio Mendes e Rafael Korman, juntos, mostraram a grandeza de sua palestra “Como Desenvolver a Autonomia pelo Hábito de Estudo: Em Casa e na Escola”, logo após recebemos o professor nota 10 e educador do ano de 2016 Wemerson Nogueira que trouxe a inspiração com a temática “Quando os Sonhos são Maiores que os Desafios”, sendo aclamado de pé pelos presentes. Encerrando o evento o escritor Fabrício Carpinejar trouxe ao palco sua irreverência para abordar o vínculo familiar, com a palestra Geração Y e a Hiperconectividade – Desafios fora e dentro da Escola
O evento teve a presença da primeira dama de Gramado Bianca Bertolucci e o apoio da Secretária Municipal de Educação de Gramado, Gilça da Silva Soares, e da Secretária de Cidadania e Ação Social de Gramado, Ana Lovatto Sartori. Durante o evento foram apresentados projetos sociais significativos com resultados de melhoria na educação de crianças e adolescentes, mostrando o poder da educação que transforma. Devido o sucesso e a importância deste evento para a construção de um futuro melhor para a educação, foi anunciado a segunda edição para maio/2018 em Gramado.

POA, 31/07-2017 – Assessoria de imprensa / Newstime

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Equipe Desafios da Educação

Trabalhar em equipe é unir várias formas de pensar para um só objetivo, não existe melhor motivação do que amar o que se faz!
A equipe do I Ciclo de Palestras Desafios da Educação agradece a presença de todos no dia de ontem em Gramado, agradece também o apoio e a confiança neste projeto que já nasceu grandioso, com o objetivo de trazer conteúdo que ajude a transformar para melhor a realidade da educação.
Trabalhamos muito para trazer a este evento palestrantes que fazem a diferença!
Juntos somos mais!

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